Suspeito transportava droga conhecida como “Dry”, produto de alto teor de THC e elevado valor no mercado ilegal
Um morador do Distrito Federal foi preso em flagrante na noite de domingo (7) após ser flagrado transportando uma carga de “Dry”, uma forma concentrada de cannabis considerada uma das mais valorizadas no mercado ilegal de drogas. A apreensão ocorreu durante uma fiscalização realizada na BR-463, em Ponta Porã.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os agentes realizavam vistoria em um ônibus que fazia o itinerário entre Ponta Porã e São Paulo quando localizaram a droga na bagagem de Vitor Jordão da Silva.
Durante a inspeção, os policiais encontraram quatro tabletes da substância escondidos dentro de uma caixa de tênis acondicionada na mochila do passageiro que pesaram ao todo cerca de 4 quilos do entorpecente. Questionado pelos agentes, o suspeito afirmou ter adquirido a droga no Paraguai pelo valor de R$ 14 mil e que pretendia revendê-la no Distrito Federal.
Após a abordagem, Vitor foi encaminhado à sede da Polícia Federal em Ponta Porã, onde foi autuado por tráfico internacional de drogas. Ele permaneceu preso e ficou à disposição da Justiça.
O que é o “Dry”?
Embora ainda pouco conhecido do grande público, o chamado “Dry” vem ganhando espaço no mercado clandestino de entorpecentes devido ao seu alto valor comercial e elevado potencial psicoativo.
O produto é obtido a partir da extração e prensagem dos tricomas da planta da cannabis — estruturas microscópicas responsáveis pela produção dos canabinoides. O resultado é uma substância com concentração significativamente maior de THC (tetrahidrocanabinol), principal composto psicoativo da maconha.
Especialistas apontam que, enquanto a maconha tradicional apresenta níveis variáveis de THC, o Dry pode atingir concentrações muito superiores, produzindo efeitos mais intensos e rápidos. Essa característica faz com que a droga seja frequentemente associada a consumidores de maior poder aquisitivo, uma vez que seu valor no mercado ilegal costuma ser várias vezes superior ao da maconha convencional.
Além do preço elevado, a substância tem despertado preocupação das autoridades devido ao crescimento das apreensões nas regiões de fronteira, especialmente entre Brasil e Paraguai, uma das principais rotas de entrada de derivados da cannabis destinados aos grandes centros urbanos do país.
Antônio Coca
