O CEO do Monarca Group e pré-candidato a deputado federal, Carlos Bernardo, participou de um encontro com acadêmicos dos últimos anos do curso de Medicina da Universidad Interamericana, onde apresentou o projeto do Hospital Binacional e defendeu que o empreendimento pode representar uma das maiores transformações econômicas, educacionais e sociais já planejadas para a região de fronteira entre Brasil e Paraguai.
Durante a conversa, Bernardo destacou que o hospital vai muito além da ampliação da oferta de serviços de saúde. Segundo ele, a estrutura será capaz atrair investimentos e gerar empregos qualificados, criando um novo ciclo de desenvolvimento para Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.
“O Hospital Binacional não é apenas um projeto para atender pacientes. É um projeto para mudar a realidade da nossa fronteira. Ele vai gerar centenas de empregos diretos e indiretos, atrair profissionais, estimular novos negócios e transformar a saúde em uma alavanca para o desenvolvimento econômico. Quando investimos em conhecimento e infraestrutura, criamos oportunidades para que as pessoas não precisem deixar a região em busca de um futuro melhor”, afirmou Carlos Bernardo.
Ao abordar os desafios da fronteira, Bernardo ressaltou que a falta de empregos continua sendo um dos principais gargalos para o crescimento regional. Segundo ele, a solução passa pela industrialização e pelo aproveitamento estratégico da Rota Bioceânica, que deve reposicionar Mato Grosso do Sul como corredor logístico para o mercado asiático.
“O maior programa social continua sendo o emprego. Não podemos aceitar que nossos jovens estudem, se qualifiquem e precisem sair daqui porque não encontram oportunidades.”
Ele lembrou que a região enfrenta problemas históricos, como o sistema de creches sobrecarregado, que dificulta o acesso de muitas famílias ao mercado de trabalho, além da dependência econômica da exportação de commodities sem agregação de valor.
Como exemplo de industrialização, Carlos Bernardo citou um projeto de montagem de motocicletas elétricas em Mato Grosso do Sul. Segundo ele, atualmente, esses equipamentos percorrem um longo trajeto até chegar ao Estado, elevando custos logísticos e reduzindo a competitividade. Com a consolidação da Rota Bioceânica, esse percurso será significativamente reduzido, diminuindo o custo operacional e tornando viável a instalação de novas indústrias na região.
Bernardo também defendeu que Mato Grosso do Sul avance na industrialização da produção agropecuária. Para ele, o Estado precisa deixar de exportar apenas matéria-prima e ampliar a produção de alimentos industrializados com maior valor agregado.
