A ação de criminosos dentro do Cemitério Cristo Rei, em Ponta Porã, provocou indignação e revolta entre familiares de pessoas sepultadas no local. Nesta semana, parentes do senhor Pastor Acevedo denunciaram o furto da porta de alumínio do jazigo da família, situação que evidenciou a ocorrência de atos de vandalismo e furtos em uma área que deveria ser preservada pelo respeito à memória dos falecidos.
Segundo relato dos familiares, a descoberta ocorreu durante uma visita ao túmulo. Ao chegarem ao local para prestar homenagens, encontraram a sepultura violada e sem a estrutura metálica que protegia o jazigo. A situação gerou surpresa e indignação diante do desrespeito praticado pelos autores do crime.
De acordo com informações apuradas junto a frequentadores do cemitério, outros jazigos também teriam sido alvo de ações semelhantes nos últimos dias. A principal suspeita é de que os criminosos estejam furtando portas, grades e outros materiais metálicos para posterior comercialização em ferros-velhos.
A família de Pastor Acevedo informou que pretende registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil para que o caso seja investigado e os responsáveis identificados. Os parentes esperam que as autoridades adotem medidas para evitar que novos furtos ocorram no local.
“Nem os mortos estão tendo paz aqui na fronteira. Viemos em busca de um momento de respeito e lembrança dos nossos entes queridos e encontramos mais essa situação lamentável”, afirmou um familiar que preferiu não se identificar.
Cobrança por reforço na segurança
O episódio reacendeu discussões sobre a segurança no Cemitério Cristo Rei. Moradores e visitantes cobram da administração pública medidas mais efetivas para proteger o patrimônio e garantir tranquilidade às famílias.
Entre as reivindicações estão a instalação de câmeras de monitoramento, reforço da iluminação, ampliação da vigilância e rondas periódicas da Guarda Civil Municipal, especialmente durante a noite e nos fins de semana, períodos considerados mais vulneráveis à ação de criminosos.
Até o momento, a administração do cemitério não se manifestou oficialmente sobre o caso.
ANTÔNIO COCA
