O caso do bebê encontrado morto dentro de uma lixeira em Ponta Porã, na madrugada do dia 21 de abril, segue sem solução quase um mês após o ocorrido. Até o momento, o corpo da criança permanece no Instituto Médico Legal (IML) do município sem sepultamento, enquanto as investigações continuam sem respostas concretas sobre os responsáveis pelo abandono e pela morte do recém-nascido.
A situação causa indignação e comoção entre moradores da cidade, principalmente pela demora na conclusão do caso e pela ausência de identificação dos envolvidos. Procurado pela reportagem para atualizar o andamento das investigações, o delegado responsável, não respondeu aos questionamentos.
O corpo do bebê foi encontrado por trabalhadores da coleta de lixo, enrolado em um casaco com manchas de sangue, material que foi encaminhado para perícia e pode ser fundamental para a identificação de possíveis envolvidos. Segundo informações da Polícia Civil, o recém-nascido ainda estava com o cordão umbilical, o que reforça a hipótese de que o parto tenha ocorrido pouco antes do abandono.
O bebê era do sexo masculino e pesava aproximadamente 4,2 quilos, característica que, conforme apontam as investigações, indica que a criança poderia ter nascido em condições consideradas saudáveis.
Na época, a Polícia Civil informou que equipes realizavam a coleta de imagens de câmeras de segurança da região onde o corpo foi localizado, na tentativa de identificar quem teria deixado o recém-nascido na lixeira e esclarecer a dinâmica do crime e até um possível pai do menino se apresentou.
O cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames necroscópicos devem apontar a causa da morte e verificar possíveis sinais de violência, abandono ou outras circunstâncias relevantes para o inquérito.
A ocorrência foi registrada como infanticídio e achado de cadáver Polícia de Ponta Porã e o caso é investigado pelo 2º Distrito Policial. Apesar das diligências já realizadas, o caso segue sem desfecho e sem previsão de conclusão, ampliando a cobrança da população por respostas das autoridades.
Antônio Coca
